Roger Moore, o inesquecível 007, morre aos 89

Publicado em 23 de maio de 2017      

O ator Roger Moore, famoso por seu papel como James Bond na franquia de filmes “007”, morreu aos 89 anos nesta terça-feira (23) na Suíça. A família do ator enviou um comunicado pelo Twitter e afirmou estar devastada. Ele estava em tratamento contra um câncer.

“É com o coração pesado que nós anunciamos que nosso amado pai, Sir Roger Moore, faleceu hoje na Suíça após uma curta, mas brava, batalha contra câncer. O amor com que ele foi cercado em seus dias finais foi tão grande que não pode ser quantificado apenas em palavras”, escreveram seus filhos Deborah, Geoffrey e Cristian. Moore era casado com Kristina Tholstrup desde 2002. Segundo a família, Moore será velado em uma cerimônica privada em Mônaco.

Nascido em Londres em 1927, Moore trabalhou como modelo até o começo dos anos 1950. Depois disso assinou um contrato de sete anos com a MGM, mas suas produções iniciais não fizeram muito sucesso.

A fama só veio com seu papel como Ivanhoé, na série britânica “O Santo”, entre 1962 e 1969, e como Brett Sinclair, em “The Persuaders”.

A carreira como James Bond começou em 1973, no filme “Só Viva e Deixe Morrer”. Moore tinha a árdua missão de substituir Sean Connery, que encarnou o espião por quase uma década.

Moore encarnou o 007 em sete filmes e foi o ator a encenar o agente secreto por mais tempo: durante 12 anos.

Seu primeiro James Bond foi em 1973 em “Live and Let Die (Viva e Deixe Morrer)”. Em seguida vieram a repetição do papel em “The Man with the Golden Gun (007 contra o Homem com a Pistola de Ouro”, em 1974, “The Spy Who Loved Me (O Espião que me amava)”, de 1977; “Moonraker (007 contra o Foguete da Morte)”, de 1979; e “For Your Eyes Only (007 – Somente para Seus Olhos), de 1981. Roger Moore se despediu do personagem em 1985, com “A View to a Kill (Na Mira dos Assassinos)”.

“Ser eternamente conhecido como Bond não têm desvantagem”, afirmou Moore em 2014. “As pessoas às vezes me chamam de ‘Sr. Bond’ quando eu estou fora e eu não me importo nada com isso. Por que eu deveria?”

Além de sua vida diante das câmeras, Moore era conhecido por suas obras de caridade. Ele participava de várias ações para arrecadar fundos que seriam doados aos mais necessitados. Por esse trabalho, o ator foi escolhido como embaixador da boa vontade da Unicef. Em 1991, Moore visitou o Brasil para dar ao ator Renato Aragão o título de representante da Unicef no país.

Por seu trabalho na agência da ONU, o ator foi condecorado pela rainha Elizabeth II como Cavaleiro do Império Britânico em 1999 e passou a ser Sir Roger Moore.

Com informações do Portal G1

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